LITERATURATerra de Neve
Autor Yasunari Kawabata
Editora Dom Quixote
Género Ficção
Ano de Publicação da 1ª Edição 1968
Ano de Publicação da Edição Corrente 2003
Titulo Original Yukiguni
“«Terra de Neve» é uma narrativa de grande beleza que se espraia devagar na neve, atravessada com muita delicadeza pela natureza friável de um mundo irreparavelmente em viragem. É uma narrativa de comportamentos e sentires apenas indiciados, ao de leve, mantidos a arder em segredo, sob o frio, ondulando, esquivos, por entre uma paisagem meticulosamente sentida. Enleando-se o leitor no movimento lento desta escrita que não desvenda todos os enigmas, apenas os mantém em suspenso. (...) «Terra de Neve» é um livro a sobrevoar muito intensamente, sem querer precipitar um fim. “
Maria da Conceição Caleiro in «Mil Folhas» (Público) em 10/5/2003, em 19-5-2003

FOTOGRAFIA Gregory Colber
Ashes and Snow é o trabalho de um fotógrafo que considera os animais a verdadeira obra-prima da natureza. Capta momentos de harmonia, feito ao longo de treze anos de expedições a países da África e da Ásia. Num ballet submerso, o artista mergulha com baleias e acompanha o passeio de balsa dos monges entre os elefantes. A colecção é impressionante. São mais de duzentas fotografias ampliadas em papel japonês, feito à mão que vão até dez metros de altura.
url www.ashesandsnow.org
MUSICA Zoyd
ambient psy chill out
Bem vindo ao mundo de Zoyd!
"...Zoyd leva-nos numa viagem a um mundo de cor e liberdade, onde a harmonia preenche e acentua os sentidos. A uma viagem marcada pelas paisagens, pelos ambientes e pelos odores, como as sombras ou como a chama quente do deserto a clamar por nós...
Uma viagem ao longo dos quatro lados do mundo, povoada por uma sucessão de ambiências sonoras que nos ritmam a pulsação e nos conduzem, sedentos de mais, em busca da próxima paragem... "
comentários de DAYDREAMER
Track listing
01 Jorge Reys Intro
02 Loop Gun Promenade Sentimentale
03 Star sounds Orchestra sunrise of the third millenium
04 Shpongle Once upon the sea of blissful
05 The house of the flying daggers(soundtrack) The echo game
06 Arcana The nemesis
07 Hedningarna The song of maiden
08 Transglobal Underground Boss Tabla (full length mix)
09 Stars sounds orchestra sultanas delight
10 Waterjuice Highly Experimented
11 Massive Attack Polaroid Girl
12 Sun Project Energia Magica
13 Transglobal Underground A tongue of flame
14 Gabriel Le Mar vs. cylinder Welcome to dreamland 2005
CINEMA Casshern
» Direcção: Kazuaki Kiriya
» Origem: Japão
» Duração: 141 minutos
» Site Oficial: http://www.casshern.com/
Sinopse
Após 50 anos de Guerra, a Federação Oriental vence as tropas europeias e domina o continente Euro-Asiático. Um governo opressor está agora no poder e focos de rebeldes concentram-se na Zona Euro-Asiática 7. A terra é agora um lugar de despojos, resultado de uma louca guerra onde as armas químicas, biológicas e nucleares foram usadas indiscriminadamente. As populações estão assim enfraquecidas, mal alimentadas e susceptíveis à doença. Com a esperança a ser perdida à medida que novas doenças vão surgindo, um geneticista de nome Dr. Azuma propõe uma medida extrema, mas que promete rejuvenescer o corpo humano e assim salvar a humanidade. O que movimenta este médico não é apenas o desejo de salvar o mundo, mas acima de tudo ajudar a sua mulher – Midori- que a cada dia piora. A base do Dr. Azuma são as chamadas neo-células, capazes de regenerer –teoricamente – o corpo. Um dia, algo de estranho acontece no local onde essas experiências ocorrem. Como resultado, um grupo de homens regressa à vida. Os militares atacam violentamente esses seres. Muitos morrem, mas muitos conseguem escapar. Nasce assim aquilo que os humanos mais temiam. Alguém que os quer expulsar da face da terra. Mas alguém vai fazer frente a estes “neo-sapiens”.. Falamos de Tetsuya, o filho de Dr. Azuma que também tinha sido morto na Guerra e regenerado no mesmo local.
Baseado numa série animada de TV (anos 70), “Casshern” é um delírio visual com uma magnitude sem paralelo. O filme foi produzido utilizando o “digital backlot”, onde os cenários "reais" são substituidos por imagens feitas por computador. Esta tecnologia, que é cada vez mais utilizada, é fundamental para a criação desta obra e representação do universo dos animes, pois seria impossível realizá-lo de forma convencional e atingir resultados tão positivos como os que foram aqui alcançados.
A realizar esta obra temos Kiriya Kazuaki, um homem que se estreia no cinema mas que é conhecido pelos seus trabalhos em videoclips e fotografia.
ANIME Tales from Earthsea
Adaptação
Ursula K. Le Guin “A Wizard of Earthsea”
Produção
Studio Ghibli
Direcção
Goro Miyazaki (filho de Hayao Miyazaki),
Assistente de produção
Tomohiko Ishii
Música
Tamiya Terashima.
Sinopse
Gedo Senki é o maior mago conhecido nas terras de Terramar. Nascido na ilha de Gont, conhecida por seus magos e bruxos, ele tornou-se o poderoso Sparrowhawk (Gavião), o senhor do dragão. A história contará o início da trajetória de Gedo na magia, no tempo em que ele ainda não era famoso e viajava à procura de conhecimento e aventura.
O projeto tem data prevista de lançamento para julho do próximo ano.
http://www.ghibli.jp/
ARTE Jaroslaw Kubicki
URL
http://www.rumoursaboutangels.com/
DESCRIÇÃO
Rumors about angels II, The birth project, é um ciclo de 13 pinturas descrevendo o processo do nascimento de um anjo. A técnica usada na produção dos trabalhos pode ser definida com uma combinação de colagem electrónica ( fotografias digitais, animação, pintura tradicional e técnicas de desenho combinadas com a ajuda do computador ) No entanto, a grandeza deste projecto não acenta apenas no seu lado gráfico – a parte integral do Projecto Rumors about angels é a música, composta especialmente para o evento, servindo como um cenário exclusivo para o trabalho.
ARTE Sumie
Origens
A arte sumi (tinta) foi introduzida no Japão no sétimo século chinês, cujas datas remontam a cerca de 2000 a.C. Ao longo do tempo, essa arte se estabeleceu como também típica japonesa, com grandes contribuições feitas pelo monge Toba-sojo, que desenhou “Choju Giga”, no período Heyan (795-1185), e Sesshu, no período Muramaki (1333-1587), considerado o primeiro estilo puramente japonês de desenho sumie.
Sumie, também chamado “suiboku-ga”, refere-se à pintura japonesa de tinta monocromática, uma técnica que começou na China durante a Dinastia Sung (960-1274) e foi assimilada pelos japoneses no século XIV com a ajuda de monges Zen-Budistas. O sumie tem suas raízes na caligrafia chinesa; as pinceladas aprendidas na caligrafia são as mesmas utilizadas na pintura.
No início do século X o Japão começou um grande intercâmbio com a China, enviando estudantes para assimilarem o que de melhor a cultura chinesa possuía, destacando-se principalmente a caligrafia e a religião. Uma herança deixada por este laço de amizade foi a semente daquilo que se transformaria no Zen-Budismo, que têm como data de nascimento o século XII.
Técnica
O mais importante é que o sumie representa não somente uma bela e singular forma de arte, mas também uma filosofia. Enquanto a maioria da pintura ocidental clássica teve como meta a descrição realista do mundo e seus objetos, o sumie sempre foi expressão de percepção do artista. A pintura ocidental usa a cor para criar sombras, tons e um sentido de espaço. O sumie tradicional, por outro lado, usa unicamente tinta preta. Na pintura oriental, a tinta preta é a mais alta simplificação de cor.
Sumie é tradicionalmente um exercício espiritual, assim a meditação e planejamento são predominantes. Por exemplo, dissolver a tinta na pedra torna-se um tempo para contemplação. Isso é feito em um movimento na forma de oito, constantemente levando e trazendo a tinta (oceano) na superfície da pedra (terra).O pincel é segurado em 90o em relação ao papel, entre o polegar, o indicador e dedo médio. Preferencialmente deve ser segurado no centro do cabo, de modo que o braço fica quase paralelo à superfície da pintura. Quando se faz pinceladas, a mão e o pulso não se movem, e sim o braço.
O Sumie possui como principal característica a rapidez em que é realizado, a inspiração artística é transmitida no prazo mais curto possível, onde não existe tempo para reflexão ou pensamento daquilo que está sendo realizado, o artista deve seguir sua inspiração espontânea. Não existe a possibilidade de nenhuma correção ou repetição, um traço deve ser encarado como único, se existir algum erro ele está “morto” e portando toda obra perdida. Para se pintar Sumie, o praticante tem que conhecer perfeitamente o objeto que vai pintar, para que não exista reflexão ou dúvida durante o processo criativo deve ocorrer uma observação quase que constante das coisas à volta, assim sua prática também traz uma consciência maior sobre a vida, pois com ela começa-se a existir uma maior sensibilidade das coisas e pessoas que nos cercam.
Esse foi o espírito que levou muitos Samurais a praticarem o Zen e o Sumie. Um golpe de espada deve ser realizado espontaneamente sem chance para correções ou reflexões, caso contrário já se estaria morto devido à velocidade que ocorriam os confrontos.
Shin’ichi Hisamatsu, filósofo e profundo conhecedor da arte Zen, ressalta sete particularidades que devem existir em uma obra Zen, são elas: assimetria (fukinsei), singeleza (kanso), naturalidade (shizen), profundidade (yugen), desapego (datsuzoku), quietude e serenidade interior (seijaku). Portanto, não são todas as obras que podem ser classificadas como Zen-Budistas.
Os Materiais
São termos relacionados à arte: sumi (tinta), suzuri (bastão de tinta), bokusho (arte), kami (papel), e o fude (pincel, escova).
No Sumie, utiliza-se uma tinta feita de fuligem e cola (Sumi) e pincéis de pêlo de ovelha ou texugo de maneira a reter muito líquido. Mas é o papel, na maior parte das vezes fino e absorvente, que dá a principal característica deste tipo de pintura.A razão de se escolher um material tão frágil para transmitir a inspiração artística, é que ela deve vir à tona no prazo mais curto possível. Se o pincel se retardar muito sobre o papel este é transposto. A cor branca que fica de fundo no papel (cor original) é relacionada ao Universo. Não se vê um fundo definido e assim a característica relacionada ao vazio é preservada.
Cada pincelada deve estar cheia de energia (Ki - energia vital que existe em todas as coisas). O artista Sumie, assim como um mestre da confecção da espada samurai, coloca seu espírito na obra e com isso cria vida através de sua expressão artística.
Os Quatro Temas Nobres
A arte do sumiê possui alguns temas recorrentes. Os mais importantes são os quatros nobres (shikunshi), que evidenciam a profunda ligação com a natureza. São eles: a orquídea selvagem, o bambu, a ameixeira e o crisântemo.
Considerada a mãe da pintura sumiê, a orquídea selvagem representa o verão, um espírito jovial, símbolo da graça e das virtudes femininas. A orquídea selvagem cresce no lugar considerado o mais inspirador de todos: onde a montanha encontra a água.
O bambu é o pai da pintura sumiê. Caracteriza a simplicidade da vida e o espírito humilde, qualidades valorizadas no zen-budismo. Ele representa o inverno e é o tema mais pintado no oriente. Seu tronco simboliza a força e as virtudes do sexo masculino, refletindo um senso de equilíbrio perfeito. Sua retidão é comparada ao caráter íntegro e o tronco firme lembra a estabilidade inabalável, apesar de flexível. Seu centro é oco, remetendo ao sentido de vazio interior do zen. Suas folhas verdes sempre frescas e inalteradas no decorrer das estações são comparadas à estabilidade, à força de resistência e à fidelidade inabalável de um caráter válido como modelo de ética.
No frio mês de janeiro, a ameixeira floresce, trazendo com ela o símbolo da esperança e da tolerância. Expressa a renovação e a continuidade da vida. Seu tronco retorcido inspira dureza, especialmente na existência árida do começo do inverno. Ainda assim, a ameixeira guarda a promessa da primavera e se confirma quando os primeiros brotos delicados aparecem a cada janeiro, em tempo de saudar o ano novo.
Finalmente, a florescência tardia do crisântemo, cuja flores antecipam a chegada do inverno, desafiam o frio e triunfam no outono. Por sua perseverança e resignação, a flor representa qualidades como lealdade e modéstia. Devido à sua forma circular, é considerado o símbolo da vida familiar. Além de suas virtudes, o crisântemo é famoso por ser o emblema da família imperial japonesa desde o século X.