sexta-feira, abril 07, 2006


ILUSTRAÇÃO Nicoletta Ceccoli

Nicoletta Ceccoli nasceu em 1973 e vive na sua cidade natal de San Marino, Italia.
Desde que se formou no Instituto de Arte de Urbino, ilustrou numerosos livros infantis dos mais importantes editores italianos.
Nicoletta foi galardoada com o prestigiado Prémio Italiano Andersen para o melhor ilustrador do ano, 2001, e recebeu o Prémio de Excelência do Communication Arts, 2002. Já criou quatro livros para a Barefoot Books, An Island in the Sun(2002), The Faerie's Gift(2003), Little Red Riding Hood(2004) e The Princess and the White Bear King(2004).
Os seus desenhos caracterizam-se por uma mistura de realismo, surealismo, vôos celestes e paisagens lunares num mundo delicado e inquietante, como se fosse feito de cristal e porcelana.

LINK: www.nicolettaceccoli.com


ILUSTRAÇÃO Teodoru Badiu

A surreal arte digital austríaca de Badiu...atmosferas negras de contos de fada que combinam bonecas, esculturas de barro, ossos, penas, árvores decorativas ...

"O meu nome é Teodoru Badiu, sou um artista e creativo independente que mora em Viena, na Austria. Nasci na cidade de Sibiu, na Roménia, e vivo em Viena desde 1990. Sempre me interessei pelas artes mas a minha verdadeira vida artística começou em 1996 quando frequentei a Peoples Art School em Vienna e estudei Estética e Artes Aplicadas. Depois descobri as maravilhosas possibilidades da arte digital e comecei a trabalhar com o Photoshop, que não mais larguei até hoje. O meu trabalho é infleunciado pela maneira como vejo o que me rodeia, pela minha vida, o que penso acerca da vida, das quatões religiosas, políticas, mitologia e tudo oq ue me impressiona. Os meus trabalhos estão publicados em revistas, websites e livros tais como Computer Arts, PSD Magazine, New Masters of Photoshop:Volume2 e outros. "

www.apocryph.net
www.theodoru.com

FOTOGRAFIA DON HONG-OAI

Nasceu em Cantão, na China, em 1922.
Com 17 anos foi para Saigão onde aprendeu a arte da fotografia.
Radicou-se no Vietnam onde foi professor de arte e ciências da fotografia com a idade de 21 anos, na Universidade de Arte de Saigão.
Em 1979 fugiu de barco para os Estados Unidos (onde se refugiou e onde vive até aos dias de hoje) e integrou-se na comunidade chinesa de Nova Iorque.
Começou a expôr e a adquirir notoriedade na década de 90.
As imagens que capta parecem estampas tradicionais.

LINK Photo-eye

ESCULTURA RON MUECK

Australiano, nascido em Melbourne em 1958, Ron Mueck (pronuncia-se muique) cresceu vendo os pais construírem brinquedos. Da infância à adolescência desenvolveu habilidade manual e criativa. Fazia títere e se tornou titiriteiro. Acabou na televisão participando de programas infantis. Dos títeres passou a criar bonecos em tamanhos vários para publicidade. Além dos bonecos sempre que havia necessidade de se ter uma réplica de um objeto em escala menor ou maior, Mueck era requisitado. Suas figuras não deviam nada aos hiper-realistas norte-americanos. Estavam à altura de Duane Hanson e de John de Andrea.
Dos títeres, dos bonecos, das réplicas, passou aos efeitos especiais. Chegou aos Estados Unidos e durante seis meses colaborou com efeitos especiais no Muppet Show e em Sesame Street. antes de seguir para Londres em 84.
Em Londres, Dreamchild de 1985 e Labyrinth, 1986, com David Bowie, também contaram com a sua participação. Após Labyrinth criou em Londres uma pequena empresa especializada em objetos e efeitos especiais para atender às solicitações de agências publicitárias.
Em 1996, sua sogra, a artista anglo- portuguesa Paula Rego, radicada em Londres desde os anos 50, pediu-lhe que esculpisse para ela um Pinnochio. Serviria de modelo para uma pintura das que apresentaria na Hayward Gallery, na exposição denominada Spellbound, Fascinado. Foi Pinocchio quem abriu o caminho da fama e da fortuna para Mueck. Charles Saatchi, o super poderoso empresário, publicitário e colecionador, ao ver Pinocchio no ateliê de Paula Rego encomendou quatro outras esculturas para a exposição Sensation: Young British Artist from the Saatchi Collection a ser apresentada na Royal Academy of Arts em Londres em dezembro de 1997. Nessa exposição Mueck chamou a atenção da crítica e do público com a escultura Dead Dad. Em escala reduzida, dois terços do tamanho natural, apresentou o corpo nu do pai.Dead Dad foi esculpida de memória em fibra de vidro. Hiper-realista a escultura é de verossimilhança assustadora. A cor, a textura, as imperfeições da pele, as rugas, detalhes como as unhas, as sobrancelhas, os cabelos, fazem de Dead Dad um marco na história da escultura moderna e contemporânea. A partir de Sensation em Londres em 97 e da polêmica apresentação em New York no Brookyn Museum em outubro de 1999, Mueck projetou-se no mundo da arte. Suas esculturas hiper-realistas em fibra de vidro, silicone, rezina acrílica, poliéster, onde quer que fossem expostas chamavam e chamam a atenção pelo realismo, pela verossimilhança e pelas dimensões.
Na Bienal de Veneza de 2001 Mueck foi o grande destaque. Sua escultura, Crouching Boy, exposta no Arsenale, no Aperto, espaço reservado aos jovens artistas, capitalizou todas as atenções. Os cinco metros de altura do menino agachado sob o telhado do Arsenale , entre as colunas, criavam uma estranha sensação de distância e ao mesmo tempo de intimidade total. Suas esculturas estão na National Gallery e Na Tate Gallery de Londres, no Hirshhorn de Washington, no Modern Art Museum de Fort Worth, no Modern Art de San Francisco, na National Gallery of Canadá em Ottawa, na National Gallery of Austrália em Canberra.